"Ai ai ai ai ai ai o Brasil só anda pra trás!"
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Tomar no tchu
Paródia musical feita por Fernando Kadlu sobre os acontecimentos desse nosso Brasil que pode ser chamada de no mínimo interessante.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Cartismos - III
- Pode ser... – Alice sentia-se envergonhada depois de ter a
verdade arrancada de dentro de si. – O que a senhora gostaria de saber?
- Comece me dizendo o teu nome, que tal? A pessoa que marcou
o horário para ti não me disse qual a tua graça. Depois o assunto flui.
- Ah, sim. Meu nome é Alice,
tenho 20 anos. Costumava fazer faculdade, mas parei o curso, não me agradou,
depois de um tempo comecei um curso técnico de enfermagem e há umas semanas
comecei a estagiar em um hospital psiquiátrico. A pessoa que marcou meu horário
com a senhora é uma amiga de infância que nunca se conformou com o meu
ceticismo.
- Sim... normalmente quem não
acredita é enviado por um amigo de confiança, me conta mais sobre essa moça.
- Claro. Eu e a Clara nos
conhecemos ainda nos tempos de escola e conforme o tempo passou fomo-nos
aproximando cada vez mais até que passamos a nos vermos como irmãs, na verdade
se fossemos irmãs não nos daríamos tão bem. A questão é que nunca nos
desentendemos e, mesmo que contrariada, uma sempre seguiu os conselhos mais
viáveis da outra. Quando eu comentei com ela que tive uma pequena discussão com
o João Pedro, meu namorado, a mulher se enlouqueceu dizendo que eu tinha que
vir até aqui e pedir para Madame Milena ver o que o futuro reserva para o meu
relacionamento.
- Agora foste sincera comigo.
Vamos jogar as cartas?
- Pode ser.
Pouco mais de uma hora depois
Alice se viu tropeçando no corredor escuro. Apesar de continuar sem acreditar,
o que Milena disse a incomodou um pouco, tudo parecia plausível. Ao ver que
estavam quase chegando à porta da rua virou-se para a cartomante e perguntou
sem pensar direito:
- Há algo que eu possa fazer se
isso realmente acontecer?
- Claro, o futuro não é
definitivo, querida. Mas não te preocupe, pois para ti isso tudo não passa de
uma grande bobagem, não estou certa? – Milena tinha um tom sarcástico na voz.
- É a senhora tem razão.
Então a cartomante abriu a porta
e Alice lá estava novamente. Na rua escura, numa noite quente e chuvosa. Não
conseguia negar que a leitura que Milena fizera mexeu com ela, mas não também
não podia dizer que a partir daquele momento acreditaria nesse tipo de coisa.
Começou a trilhar seu caminho de volta para casa por aquela rua fétida. E
depois de uns dois ou três sustos com mendigos alucinados Alice encontrou um
ponto de táxi, falou seu endereço e tratou de esquecer o que havia acontecido.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Jogo - The Unfair Platformer
Um jogo de plataforma cheio de armadilhas. Tente chegar ao final de cada fase.
Clique na imagem para jogar
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Cartismos - Parte 2
Ao passar pela enorme porta de madeira Alice sentiu invadir suas narinas um cheiro forte, quase embriagante, de incenso. Sentiu logo atrás de si a porta sendo fechada e enxergou apenas o vulto da cartomante passando a seu lado. Milena caminhava sem qualquer dificuldade pelo corredor mal iluminado. Alice seguia os passos da senhora tropeçando tanto na mobília quanto nos próprios pés.
Milena então virou-se para a direita escancarando uma porta antes entreaberta. Estavam em uma sala pequena e porcamente iluminada por velas que faziam as sombras dançarem em um ritmo frenético. Alice não tardou a descobrir de onde vinha o cheiro de incenso: em uma mesa de canto havia quatro deles queimando. Toda a sala era ornamentada com flores, frutas, pedras e cristais.
Bem no centro da saleta estava a mesa que Alice acreditou ser de leitura. Era uma mesa redonda coberta por uma toalha branca que por sua vez era coberta por outra toalha branca, esta sendo de renda. No meio da mesa havia um baralho comum, à esquerda das cartas uma vela grossa na qual a chama parecia flutuar no lago que cera derretida, à direita uma taça cheia de água com uma pedra roxa no fundo. A cartomante sentou-se em uma das cadeiras e fez um gesto indicando que Alice deveria sentar na outra cadeira a sua frente.
Ainda atordoada com o cheiro dos incensos Alice demorou a perceber o sinal de Milena. Quando o percebeu quase derrubou a cadeira de tão afoita que sentou. Notou o riso que a senhora deixou escapar, não a culpou, ela própria riria daquela situação ridícula. Mal sentou-se e começou a vomitar as palavras.
- Bem...eu tenho esse problema, né...eu gostaria que a senhora me desse uma luz...é que meu nam...
- Querida, com todo o respeito, fique quieta. Não sabes mentir. – Milena interrompeu Alice da forma mais educada que conseguiu. – Eu sei que não tens um problema de verdade, pelo menos achas que não. Me diz, por que viestes aqui? De verdade.
Alice sentou-se envergonhada, achou que fora bastante convincente. Ficou quieta, olhando com os olhos arregalados para a cartomante. Poderia dizer que fora até lá para desmentir todos os que acreditam no misticismo da cartomancia. Achou que seria grosseiro falar o que realmente pensava sobre o trabalho daquela senhora. Preferiu o silêncio.
- Tudo bem, já entendi. – Milena quebrou o silêncio. – Viestes para desmentir tudo o que eu e muitas outras pessoas acreditamos. Te surpreenderias com a quantidade de céticos que me aparecem aqui todas as semanas. Vamos apenas conversar. Me fala um pouco de ti, depois jogamos as cartas.
Milena então virou-se para a direita escancarando uma porta antes entreaberta. Estavam em uma sala pequena e porcamente iluminada por velas que faziam as sombras dançarem em um ritmo frenético. Alice não tardou a descobrir de onde vinha o cheiro de incenso: em uma mesa de canto havia quatro deles queimando. Toda a sala era ornamentada com flores, frutas, pedras e cristais.
Bem no centro da saleta estava a mesa que Alice acreditou ser de leitura. Era uma mesa redonda coberta por uma toalha branca que por sua vez era coberta por outra toalha branca, esta sendo de renda. No meio da mesa havia um baralho comum, à esquerda das cartas uma vela grossa na qual a chama parecia flutuar no lago que cera derretida, à direita uma taça cheia de água com uma pedra roxa no fundo. A cartomante sentou-se em uma das cadeiras e fez um gesto indicando que Alice deveria sentar na outra cadeira a sua frente.
Ainda atordoada com o cheiro dos incensos Alice demorou a perceber o sinal de Milena. Quando o percebeu quase derrubou a cadeira de tão afoita que sentou. Notou o riso que a senhora deixou escapar, não a culpou, ela própria riria daquela situação ridícula. Mal sentou-se e começou a vomitar as palavras.
- Bem...eu tenho esse problema, né...eu gostaria que a senhora me desse uma luz...é que meu nam...
- Querida, com todo o respeito, fique quieta. Não sabes mentir. – Milena interrompeu Alice da forma mais educada que conseguiu. – Eu sei que não tens um problema de verdade, pelo menos achas que não. Me diz, por que viestes aqui? De verdade.
Alice sentou-se envergonhada, achou que fora bastante convincente. Ficou quieta, olhando com os olhos arregalados para a cartomante. Poderia dizer que fora até lá para desmentir todos os que acreditam no misticismo da cartomancia. Achou que seria grosseiro falar o que realmente pensava sobre o trabalho daquela senhora. Preferiu o silêncio.
- Tudo bem, já entendi. – Milena quebrou o silêncio. – Viestes para desmentir tudo o que eu e muitas outras pessoas acreditamos. Te surpreenderias com a quantidade de céticos que me aparecem aqui todas as semanas. Vamos apenas conversar. Me fala um pouco de ti, depois jogamos as cartas.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Bom te conhecer

Já passava da meia noite e Ana escutava a amiga conversar com
um rapaz na porta do bar. Entre uma tragada e outra ela olhava-o furtivamente, mas
conteve-se. Tentava parecer desinteressada, o máximo possível, diante dele. Não
o conhecia, jamais o tinha visto antes, mas aquele rapaz tinha algo que fez com
que ela se interessasse por ele instintivamente. Viu-os trocarem e-mail. Quis
dar um salto e dizer que ele poderia adicionar ela também, mas o bom senso não
permitiu. Então retornaram para dentro do bar.
A música estava alta, mas ela escutou com muita facilidade
quando a amiga disse que teria que ir embora. Voltaram para a rua, esperaria
junto da amiga pela carona, depois Ana voltaria para a festa sozinha. Pouco
antes de voltar para dentro, viu o rapaz voltando para a rua. Ele perguntou
se a partir dali ela estaria sozinha, ela confirmou, ele a convidou para
juntar-se a ele, ela aceitou. Passaram o resto da noite conversando, rindo,
bebendo. Ele ofereceu carona, ela aceitou.
Ainda estavam sentados conversando quando a festa terminou,
os garçons pediram para que eles fossem pagar as comandas. Já na rua, sentados
no carro, cada qual com sua cerveja, eles conversavam. Ele teria que esperar
uma amiga, ela iria de carona. Conversaram até quase ficarem sem assunto. Ele
disse para que ela pegasse o e-mail dele com a amiga, ela disse que o faria.
Ele disse que gostou dela, ela disse que também gostou dele. Ele chegou mais
perto, ela mais perto ainda. Ele sorriu, ela também. Ele a beijou, ela
retribuiu.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
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